Oceano Pacífico
Maior oceano do planeta, cobre um terço da superfície terrestre, abriga a fossa mais profunda conhecida e comanda o El Niño.
- Área
- 165.250.000 km²
- Profundidade média
- 4.280 m
- Profundidade máxima
- 10.994 m
A água salgada da Terra forma um corpo único e contínuo. A divisão em oceanos é uma convenção útil, construída ao longo de séculos de navegação e consolidada por organismos internacionais — e ela continua mudando.
Do maior ao menor. Os cinco juntos cobrem cerca de 71% da superfície do planeta, mas dividem-se de forma muito desigual: o Pacífico sozinho é maior que todas as terras emersas somadas, enquanto o Ártico cabe quase oito vezes dentro dele.
Maior oceano do planeta, cobre um terço da superfície terrestre, abriga a fossa mais profunda conhecida e comanda o El Niño.
Segundo maior oceano, em forma de S, sede da Corrente do Golfo, da circulação de revolvimento meridional e de toda a costa do Brasil.
Terceiro maior oceano do planeta, governado pelas monções, pelo Dipolo do Índico e pela poderosa Corrente das Agulhas.
Cinturão de água que circunda a Antártida, abriga a corrente mais poderosa do planeta e tem o próprio estatuto de oceano em disputa.
Menor e mais raso dos oceanos, coberto por gelo marinho em retração e disputado por reivindicações de plataforma continental.
Durante boa parte do século XX, atlas escolares e manuais de navegação apresentavam quatro oceanos: Pacífico, Atlântico, Índico e Ártico. A terceira edição de Limits of Oceans and Seas, publicada pela Organização Hidrográfica Internacional em 1953, é até hoje o documento de referência para os limites entre mares, e ela não reconhece um oceano austral separado.
Em 2000, a organização propôs uma quarta edição que criava o Oceano Antártico, delimitado ao norte pelo paralelo 60° S. A proposta recebeu objeções de países-membros e nunca foi formalmente ratificada. Ainda assim, o uso se espalhou: institutos de pesquisa, agências espaciais e serviços hidrográficos passaram a adotá-lo, e em 8 de junho de 2021 a National Geographic Society anunciou que o incluiria em seus mapas.
A divergência não é apenas burocrática. Muitos oceanógrafos consideram que o limite biologicamente significativo do oceano austral não é um paralelo, e sim a Convergência Antártica, uma frente móvel onde a água fria do sul mergulha sob a água subantártica. A Comissão para a Conservação da Fauna e Flora Marinhas da Antártida adota justamente essa fronteira biológica para definir sua área de atuação.
A área e o volume atribuídos a cada oceano dependem de três escolhas: onde termina um oceano e começa o vizinho, se os mares marginais entram na conta e qual levantamento batimétrico foi usado. Um mesmo oceano pode aparecer com diferenças de vários milhões de quilômetros quadrados entre duas publicações igualmente respeitáveis.
Cada verbete deste acervo registra os valores mais usados e explica de onde vem a discrepância, em vez de escolher um número e apresentá-lo como definitivo.