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Mar Oceano Atlântico

Mar Mediterrâneo

Mar semifechado entre Europa, África e Ásia, com 2,5 milhões de km², profundidade máxima de 5.109 m e cerca de 17 mil espécies catalogadas.

Mapa de localização de Mar Mediterrâneo, com o corpo de água destacado sobre as terras vizinhas.
Recorte entre o Estreito de Gibraltar e o Levante, com os mares constituintes e as três margens continentais.

O Mar Mediterrâneo é o maior mar semifechado do planeta e o único que separa e ao mesmo tempo une três continentes. Ocupa uma bacia alongada de aproximadamente 2.500.000 km² entre a Europa meridional, o norte da África e o Oriente Próximo, comunicando-se com o Atlântico pelo Estreito de Gibraltar, com o Mar Negro pelos estreitos turcos e com o Mar Vermelho pelo Canal de Suez, aberto em 1869. Sua profundidade média é de cerca de 1.500 m e o ponto mais fundo conhecido, a Fossa de Calipso, chega a 5.109 m.

A combinação de bacia fechada, evaporação intensa e ocupação humana milenar produziu um dos ambientes marinhos mais estudados e, ao mesmo tempo, mais pressionados do mundo. O Mediterrâneo representa menos de 1% da superfície oceânica, mas concentra entre 4% e 18% das espécies marinhas descritas, dependendo do grupo considerado. Suas margens abrigam mais de 500 milhões de habitantes e recebem cerca de um terço do turismo internacional, ao mesmo tempo que sustentam rotas por onde circula parcela expressiva do comércio marítimo global.

Ficha técnica

Nome
Mar Mediterrâneo
Também chamado de
Mediterrâneo, Mare Nostrum
Tipo de formação
Mar
Localização
Entre 30° N e 46° N e entre 6° O e 36° L, encaixado entre a Europa meridional, o norte da África e o Oriente Próximo.
Oceano de referência
Atlântico
Continentes próximos
Europa, África, Ásia
Países e territórios
Espanha, França, Mônaco, Itália, Malta, Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro, Albânia, Grécia, Turquia, Chipre, Síria, Líbano, Israel, Egito, Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos, além dos territórios de Gibraltar, Ceuta, Melilha e da Palestina.
Área aproximada
2.500.000 km²Cerca de 2.970.000 km² quando se somam o Mar de Mármara e o Mar Negro.
Profundidade média
1.500 m
Profundidade máxima
5.109 mFossa de Calipso, na Fossa Helênica, ao sul do Peloponeso.
Volume
3,75 milhões de km³
Salinidade
36,2 no oeste a 39,5 no Levante
Temperatura da superfície
De 11 °C a 15 °C no inverno a mais de 28 °C no verão levantino
Linha de costa
Aproximadamente 46.000 km
Correntes principais
Corrente Atlântica Argelina, Água Intermediária Levantina, giros de Rodes e de Ierápetra e convecção profunda do Golfo de Leão.
Atualizado em
11 de setembro de 2026

Localização e limites

A bacia mediterrânea estende-se por cerca de 3.860 km no sentido leste–oeste, do Estreito de Gibraltar à costa do Levante, e por até 1.600 km no sentido norte–sul, entre o Golfo de Trieste e o Golfo de Sidra. O Estreito da Sicília, com pouco mais de 145 km de largura e uma soleira de aproximadamente 400 m, divide o mar em duas bacias com comportamentos oceanográficos distintos: a ocidental, mais fria e menos salgada, e a oriental, mais quente, mais salina e mais pobre em nutrientes.

A publicação Limits of Oceans and Seas (S-23), da Organização Hidrográfica Internacional, subdivide o conjunto em mares constituintes reconhecidos internacionalmente: Alborán, Baleares, Lígure, Tirreno, Jônico, Adriático, Egeu e Levantino. A fronteira ocidental é fixada na linha que une a Ponta Marroquí, na Espanha, à Ponta Cires, no Marrocos; a oriental, nas costas do Levante; e a nordeste, na entrada dos Dardanelos.

O relevo submarino é acidentado e geologicamente jovem. A convergência entre as placas africana e euroasiática produziu o arco de subducção helênico, o arco calabrês e o vulcanismo ativo do Etna, do Estrômboli e de Santorini. A Fossa Helênica, ao largo do Peloponeso e de Creta, é a estrutura mais profunda de todo o mar.

Continentes e países próximos

Vinte e um Estados soberanos possuem costa mediterrânea, distribuídos por três continentes, além de territórios como Gibraltar, Ceuta, Melilha e a Faixa de Gaza. Essa fragmentação política em uma bacia pequena e fechada faz do Mediterrâneo um dos mares com maior densidade de fronteiras marítimas do mundo, e explica por que boa parte de sua gestão ambiental depende de acordos multilaterais como a Convenção de Barcelona, em vigor desde 1978.

  • Margem europeia — Espanha, França, Mônaco, Itália, Malta, Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro, Albânia e Grécia.
  • Margem asiática — Turquia, Chipre, Síria, Líbano, Israel e os territórios palestinos.
  • Margem africana — Egito, Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos.

Área e profundidade

A área mais citada por agências oceanográficas é de aproximadamente 2.500.000 km², com volume de 3,75 milhões de km³ e profundidade média em torno de 1.500 m. A bacia oriental é mais funda que a ocidental: enquanto a planície abissal balear raramente ultrapassa 2.800 m, a Fossa Helênica desce abaixo de 5.000 m em vários pontos.

Grandezas de referência
GrandezaValorObservação
Área2.500.000 km²Sem o Mar de Mármara e o Mar Negro
Volume3,75 milhões de km³Cerca de 0,3% do volume oceânico mundial
Profundidade média1.500 mBacia oriental mais profunda que a ocidental
Profundidade máxima5.109 mFossa de Calipso, Mar Jônico
Comprimento máximo3.860 kmGibraltar ao litoral do Levante
Tempo de renovação80 a 100 anosEstimativa a partir do balanço de Gibraltar

Principais correntes

O Mediterrâneo é uma bacia de concentração: a evaporação supera a soma da precipitação com a descarga fluvial, e o déficit hídrico anual, da ordem de 0,5 a 1 m de coluna d'água, é compensado pela entrada de água atlântica. Essa dinâmica gera uma circulação antiestuarina em Gibraltar, com água atlântica menos salgada entrando pela superfície e água mediterrânea densa saindo pelo fundo, em um fluxo que se espalha pelo Atlântico em torno de 1.000 m de profundidade.

Ao entrar, a água atlântica segue para leste como Corrente Atlântica Argelina, formando meandros e vórtices ao longo da costa do norte da África. Aquecida e salinizada no Levante, transforma-se em Água Intermediária Levantina, que retorna para oeste entre 200 m e 600 m de profundidade e abastece a saída por Gibraltar. Sobrepostos a esse esquema atuam os giros de Rodes e de Ierápetra, o giro jônico e a corrente da Ásia Menor.

A água profunda é formada por convecção invernal em pontos específicos: o Golfo de Leão, no oeste, e o sul do Adriático e o Mar Egeu, no leste. Entre 1987 e 1995, uma alteração dessa engrenagem — o episódio conhecido como Transiente do Mediterrâneo Oriental — fez o Egeu substituir o Adriático como principal fonte de água profunda oriental, um dos exemplos mais bem documentados de mudança abrupta na circulação de um mar inteiro.

Clima

A bacia dá nome ao clima mediterrâneo, caracterizado por verões quentes e secos e invernos amenos e chuvosos. As temperaturas superficiais variam de 11 °C a 15 °C no inverno, no golfo de Leão e no norte do Adriático, a mais de 28 °C no verão da bacia levantina. Abaixo de 200 m, a água mantém-se notavelmente estável, entre 12,8 °C e 13,5 °C, uma característica rara em mares dessa latitude.

Ventos regionais organizam boa parte da variabilidade: o mistral, que desce o vale do Ródano, e a bora, no Adriático, desencadeiam o resfriamento superficial necessário à convecção profunda; o siroco transporta poeira sariana até a Europa. As marés são discretas, quase sempre inferiores a 0,5 m, com exceções no Golfo de Gabès e no norte do Adriático, onde ultrapassam 1 m e contribuem para as inundações periódicas de Veneza.

O Mediterrâneo é reconhecido pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas como um ponto crítico de aquecimento: a temperatura da superfície subiu cerca de 1,5 °C desde o início da década de 1980, ritmo cerca de 20% superior à média global, e as ondas de calor marinhas tornaram-se mais frequentes e prolongadas.

Ecossistemas

As pradarias de Posidonia oceanica, planta marinha endêmica, formam o ecossistema estruturante mais importante da bacia. Cobrem entre 25.000 e 50.000 km² de fundos rasos, estabilizam sedimentos, oxigenam a água e funcionam como berçário para dezenas de espécies comerciais. Um único clone de Posidonia identificado nas Baleares foi datado em milhares de anos, o que o coloca entre os organismos vivos mais antigos conhecidos.

Além das pradarias, destacam-se os fundos de coralígeno — construções biogênicas de algas calcárias que abrigam gorgônias, esponjas e o coral-vermelho Corallium rubrum —, as grutas submarinas do litoral rochoso e as lagoas costeiras do delta do Ebro, da Camargue e do delta do Nilo. Em profundidade, o mar apresenta corais de água fria no Estreito da Sicília e emissões frias no leito da bacia levantina.

A bacia oriental é marcadamente oligotrófica: a concentração de nutrientes decresce de oeste para leste, e a construção da Represa de Assuã, concluída em 1970, reduziu drasticamente o aporte de sedimentos e nutrientes do Nilo, alterando a produtividade de toda a plataforma egípcia.

Biodiversidade

Estimativas consolidadas apontam entre 17.000 e 18.000 espécies marinhas descritas no Mediterrâneo, das quais cerca de um quinto é endêmica. Essa riqueza desproporcional à área resulta da variedade de habitats, da história geológica complexa e da posição de encontro entre faunas atlântica, ponto-cáspia e, mais recentemente, indo-pacífica.

  • Foca-monge-do-mediterrâneoMonachus monachus, um dos pinípedes mais ameaçados do mundo, com população estimada em cerca de 800 indivíduos concentrados na Grécia, na Turquia e na Madeira.
  • Cetáceos residentes — Baleia-comum, cachalote, golfinho-riscado, roaz e o raro zífio-de-cuvier, protegidos pelo Santuário Pelagos, no mar Lígure.
  • Tartarugas marinhas — A tartaruga-cabeçuda Caretta caretta nidifica em praias da Grécia, da Turquia, de Chipre e da Líbia; a tartaruga-verde reproduz-se sobretudo no Levante.
  • Atum-rabilhoThunnus thynnus desova no Mediterrâneo ocidental e no Levante; após décadas de sobrepesca, sua população vem se recuperando desde 2010 sob quotas internacionais.
  • Coral-vermelhoCorallium rubrum, explorado desde a Antiguidade para joalheria, hoje restrito a fundos profundos e grutas.

Ilhas

O Mediterrâneo abriga mais de 3.300 ilhas e ilhotas, número que varia conforme o critério de área mínima adotado. As maiores são fragmentos continentais ou arcos vulcânicos associados à colisão entre África e Eurásia, e várias delas concentram endemismos terrestres e marinhos relevantes.

  • Sicília — 25.711 km², a maior ilha do mar, dominada pelo vulcão Etna.
  • Sardenha — 24.090 km², com fundos rochosos e a área marinha protegida de Tavolara.
  • Chipre — 9.251 km², terceira maior, no extremo oriental da bacia.
  • Córsega — 8.680 km², junto ao Santuário Pelagos.
  • Creta — 8.336 km², limite sul do Mar Egeu e borda da Fossa Helênica.
  • Arquipélagos — Baleares, Cíclades, Dodecaneso, Ilhas Jônicas, Ilhas Eólias e o arquipélago maltês.

Portos e rotas relevantes

A abertura do Canal de Suez transformou o Mediterrâneo em corredor entre a Europa e a Ásia. Estima-se que entre 12% e 15% do comércio marítimo mundial e cerca de 30% do tráfego global de contêineres passem por essa rota, o que dá aos portos mediterrâneos peso desproporcional à sua área de influência terrestre.

Os terminais mais movimentados combinam funções de transbordo — como Algeciras, Tânger-Med e Pireu — com o abastecimento de grandes regiões industriais, caso de Gênova, Marselha e Trieste. Interrupções na rota do Mar Vermelho, como as registradas a partir de 2023, desviaram parte desse fluxo para o Cabo da Boa Esperança e demonstraram a sensibilidade do sistema.

Principais portos de contêineres
PortoPaísFunção predominante
Tânger-MedMarrocosTransbordo atlântico-mediterrâneo
AlgecirasEspanhaTransbordo junto a Gibraltar
ValênciaEspanhaCarga regional e transbordo
PireuGréciaPorta de entrada para os Bálcãs
GênovaItáliaAbastecimento do norte industrial italiano
Port SaidEgitoEntrada norte do Canal de Suez

Importância econômica

A economia marinha mediterrânea é dominada por três atividades: transporte, turismo e pesca. O turismo costeiro responde pela maior parte do valor gerado — a região recebe aproximadamente um terço das chegadas internacionais do mundo, com forte concentração entre junho e setembro, o que pressiona água doce, saneamento e áreas naturais exatamente no período mais sensível.

A pesca é predominantemente artesanal e de pequena escala, com frotas de mais de 70 mil embarcações e desembarques que raramente ultrapassam 800 mil toneladas anuais. Sardinha, anchova, pescada, salmonete, camarão-vermelho de profundidade e atum-rabilho são as espécies de maior valor. A aquicultura, sobretudo de robalo, dourada e mexilhão, cresceu de forma acelerada nas últimas três décadas e hoje responde por parcela significativa do pescado consumido na região.

Somam-se a esses setores a extração de hidrocarbonetos na bacia levantina — com os campos de gás Zohr, Leviatã e Afrodite —, os cabos submarinos de telecomunicações que ligam Europa, África e Ásia e um dos maiores parques mundiais de dessalinização, concentrado em Israel, Espanha, Argélia e Egito.

Importância ambiental

O Mediterrâneo funciona como laboratório natural para o estudo de mares fechados sob pressão humana. Seu tempo de renovação relativamente curto, de 80 a 100 anos, faz com que alterações de temperatura, salinidade e química da água apareçam ali antes que em bacias oceânicas abertas, o que confere às séries históricas mediterrâneas valor de alerta antecipado para o restante do planeta.

A bacia é também um dos 36 pontos críticos de biodiversidade reconhecidos internacionalmente, condição que combina alta concentração de espécies endêmicas com perda acentuada de habitat original. As pradarias de Posidonia desempenham papel adicional relevante no armazenamento de carbono: seus depósitos de matte, acumulados ao longo de milênios, retêm quantidades de carbono por unidade de área comparáveis às das florestas tropicais.

Mais de 1.200 áreas marinhas protegidas e outras medidas espaciais de conservação cobrem cerca de 8% da superfície do mar, mas apenas uma fração reduzida está sob proteção integral com fiscalização efetiva. O Santuário Pelagos, criado em 1999 por França, Itália e Mônaco, protege 87.500 km² de habitat de cetáceos entre a Ligúria, a Córsega e a Sardenha.

Problemas de conservação

A pressão sobre os estoques pesqueiros é o problema mais persistente. Avaliações da Comissão Geral de Pesca do Mediterrâneo indicam que a maioria dos estoques avaliados permanece explorada acima do rendimento máximo sustentável, embora a proporção venha caindo desde o pico registrado na década passada, resultado de planos plurianuais de gestão e de reduções de esforço de pesca.

A introdução de espécies exóticas pelo Canal de Suez — o chamado processo lessepsiano — já trouxe mais de mil espécies indo-pacíficas à bacia oriental. Algumas, como o peixe-coelho Siganus e o peixe-leão Pterois miles, alteram profundamente as comunidades bentônicas do Levante, e o alargamento do canal concluído em 2015 ampliou a taxa de chegada.

  • Poluição plástica — A bacia apresenta algumas das maiores densidades de microplástico registradas em mar aberto, favorecidas pela circulação fechada e pela alta densidade populacional costeira.
  • Aquecimento e tropicalização — Ondas de calor marinhas provocaram mortalidades em massa de gorgônias e esponjas em 2003, 2015 e 2022, e favorecem a expansão de espécies de afinidade tropical.
  • Urbanização do litoral — Estima-se que mais de 40% da costa esteja artificializada, com perda direta de dunas, lagoas e pradarias submarinas.
  • Tráfego marítimo — Colisões com embarcações e ruído submarino figuram entre as principais ameaças a cachalotes e zífios na bacia ocidental.
  • Eutrofização localizada — O norte do Adriático e o delta do Nilo registram episódios recorrentes de excesso de nutrientes de origem agrícola e urbana.

Curiosidades

  1. Entre 5,96 e 5,33 milhões de anos atrás, durante a Crise de Salinidade Messiniana, o Mediterrâneo ficou praticamente seco. Camadas de sal com até 2 km de espessura sob o leito atual registram o episódio, encerrado pelo reenchimento súbito através do que hoje é o Estreito de Gibraltar.
  2. A água mediterrânea que sai por Gibraltar é tão densa que mergulha até cerca de 1.000 m no Atlântico e mantém-se identificável como uma língua salgada detectável a milhares de quilômetros, chegando às proximidades das Ilhas Britânicas.
  3. A Fossa de Calipso deve o nome ao navio de pesquisa comandado por Jacques-Yves Cousteau, que realizou as sondagens de referência da região em 1965.
  4. Abaixo de 200 m, a temperatura do Mediterrâneo praticamente não varia com a profundidade, mantendo-se em torno de 13 °C até o fundo — comportamento oposto ao dos oceanos abertos, onde a água profunda é próxima de 2 °C.
  5. A bacia levantina abriga lagos de salmoura anóxicos no fundo do mar, como os depósitos de Urânia e Discovery, com salinidade até dez vezes superior à da água marinha e interfaces tão nítidas que se comportam como a superfície de um lago submerso.

Fontes

As informações deste verbete foram conferidas nas publicações abaixo. Sempre que os valores divergem entre elas, a divergência está registrada no próprio texto.

  1. Organização Hidrográfica Internacional. Limits of Oceans and Seas, Special Publication 23, 1953. Consultar publicação
  2. Agência Europeia do Ambiente. Marine messages II: navigating the course towards clean, healthy and productive seas, 2020. Consultar publicação
  3. FAO — Comissão Geral de Pesca do Mediterrâneo. The State of Mediterranean and Black Sea Fisheries, 2023. Consultar publicação
  4. PNUMA / Plano de Ação para o Mediterrâneo. State of the Environment and Development in the Mediterranean, 2020. Consultar publicação
  5. GEBCO. General Bathymetric Chart of the Oceans — grade batimétrica global, 2024. Consultar publicação
  6. Coll, M. e colaboradores — PLoS ONE. The Biodiversity of the Mediterranean Sea: Estimates, Patterns, and Threats, 2010. Consultar publicação
  7. Copernicus Marine Service. Mediterranean Sea Physics Analysis and Forecast, 2025. Consultar publicação

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